Amor de Perdição
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ficha técnica

Título original:
Amor de Perdição

Origem:
Portugal

Duração:
184 minutos / 4164 metros

Local de Estreia:
Olympia (Porto) - 9 de Novembro 1921

Realização
Georges Pallu

Produção
Invicta Film, Lda

Obra Original
Camilo Castelo Branco

Argumento
Guedes de Oliveira

Actores
António Pinheiro
Pato Moniz
Alfredo Ruas
Brunilde Júdice
Irene Grave
Samwell Dinis
Luis Leitão
Maria Júdice da Costa

Dir. Fotografia
Maurice Laumann

Montagem
Georges Pallu
Mme Meunier

Decoração
André Lecointe

Música
Armando Leça

Produtor
Henrique Alegria
Alfredo Nunes Mattos

Interiores
Invicta Film, Lda

Exteriores
Beiras
Viseu
Paços de Brandão
Coimbra - Universidade

Lab. Imagem
Invicta Film, Lda

Distribuição
Filmes Castello Lopes

negativo:
35 mm

som:
Mudo

base de dados
filmes

 

Amor de Perdição de Georges Pallu (Col. Cinemateca Portuguesa)
Filme Mudo; 1921
Amor de Perdição (1921)
de Georges Pallu
 

com    Pato Moniz (Tadeu de Albuquerque), Alfredo Ruas (Simão Botelho), Brunilde Júdice (Mariana), Irene Grave (Teresa de Albuquerque) e António Pinheiro (João da Cruz).

"Amor de Perdição" de Georges Pallu (Col. Cinemateca Portuguesa)  

Sinopse:

História do amor proibido vivido por Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, descendentes de famílias inimigas. Tadeu de Albuquerque, pai de Teresa, quer que esta case com seu primo Baltazar Coutinho, intenção partilhada por este. Simão mata Baltazar, sentenciando a impossibilidade de reunião com a amada. Teresa vai para um convento e Simão é condenado ao exílio. Mariana, filha de João da Cruz, o ferreiro moralmente endividado com o magistrado Domingos Botelho, pai de Simão, devota-se a deste até ele morrer de doença e amor.

Observações

Primeira de três adaptações do romance homónimo de Camilo Castelo Branco ao cinema - a segunda foi de autoria de António Lopes Ribeiro, em 1943, e a terceira de Manoel de Oliveira em 1978.

Segundo Manoel de Oliveira, o "Amor de Perdição" de Pallu foi o primeiro filme português vendido para os EUA.

"O cuidado posto em todos os pormenores, a veracidade dos ambientes, a estranha psicologia das personagens, a força dos conflitos, tudo isto dá ao filme, visto a sessenta e cinco anos de distância, uma certa qualidade, mas que não ultrapassa a ilustração, o convencionalismo das formas teatrais, dos quadros estáticos."

Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1986

"Apesar de não ter corrido mal, com mal não correu "Os Fidalgos da Casa Mourisca", "Amor de Perdição" esteve longe de ser o êxito espectacular que a Invicta procurou nessas duas "super-produções" qualquer delas em duas jornadas e com três horas de duração. Este "Amor" marca simultâneamente o máximo de ambição da Invicta (o filme custou 95 contos, qualquer coisa como 1 milhão de euros de hoje) e o começo do seu declínio, sobretudo quando se verificou que a distribuição internacional não "pegava" nestas obras.

Todos os interiores foram filmados no estúdio do Carvalhido (a decoração é modesta e convencional) mas para os exteriores filmou-se em Viseu e em Paços de Brandão, na Casa do Engenho Novo e no Solar da Portela, ou em Coimbra, na Universidade, com autorização especial "desde que os trajes escolhidos para a indumentária dos estudantes correspondessem à verdade histórica da época. E diz-se (diz o Dr. Félix Ribeiro) que só a cena do baile custou quinze contos.

Um último apontamento histórico, também devido a Félix Ribeiro: havendo na altura um litígio sobre os direitos do romance entre os herdeiros de Camilo e a Companhia Portuguesa Editora, os netos do escritor embargaram a estreia que foi adiada e só conseguida depois da Invicta lhes pagar 12 contos. E, a 9 de Novembro de 1921, "Amor de Perdição" estreou-se no Olympia do Porto (a 28 em Lisboa, no Condes) com uma pequena orquestra a tocar a partitura de Armando Leça, especialmente composta para o filme."

João Bénard da Costa, in Folhas da Cinemateca, 13 de Maio de 2003

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Associação para a Promoção do Cinema Português