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De acordo com as estimativas da consultora Informa Media Group divulgadas
pelo OBERCOM, a frequência de cinema diminuiu 3,8% em 2003, totalizando 8,46
mil milhões de espectadores. Prevê-se que este decréscimo seja acompanhado
de uma diminuição de 2,6% nas receitas de bilheteira, correspondente a
20.084 milhões de euros.
Relativamente ao número de bilhetes vendidos, as quebras mais acentuadas
registaram-se na Europa (-5,4%) e na América do Norte (-5%). No entanto, a
variação nas receitas de bilheteira não acompanha estes valores: na América
do Norte, a quebra foi apenas de 2,5%, enquanto na Europa foi de 4,1% - o
que significa um aumento no preço médio dos bilhetes mais acentuado na
primeira região.
Este decréscimo ocorre após um ano excepcionalmente positivo, como foi 2002.
Por esse motivo, a quebra assinalada em 2003 mantém-se acima dos valores
registados em 2001.
Este estudo, com projecções a sete anos, prevê um aumento muito ligeiro
(3,3%) na frequência de cinema entre 2003 e 2010, mas um aumento bastante
mais significativo (14,2%) nas receitas de bilheteira. Esta disparidade
prende-se com a expansão dos multiplexes e com o valor mais elevado cobrado
nestes recintos pelo bilhete de cinema, comparativamente aos recintos
tradicionais.
Prevê-se que, entre 2003 e 2010, o maior crescimento na frequência de cinema
ocorra na América Latina (16,0%), secundada pela Europa (11,1%). Pelo
contrário, na região da Ásia-Pacífico e na África e Médio Oriente, estima-se
que, nesse intervalo temporal, venha a regredir ligeiramente o número de
espectadores (-0,5% e -0,7% respectivamente).
Quanto às receitas de bilheteira, prevê-se que em caso algum venham a
registar-se decréscimos - pela razão apontada anteriormente. O aumento mais
expressivo nos proveitos será na América Latina, com uma variação estimada
em 33%.
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